Hoje reclamar se tornou quase um “esporte” social. Sei que muitos irão argumentar que no mundo que vivemos, com a violência, crise econômica, e tantos outros motivos, só nos sobra reclamar mesmo. Mas é aí que vou discordar de você e mostrar meu ponto de vista, embasado em estudos que comprovam que esta não é uma atitude inteligente para quem ama a si próprio.

Reclamar é prejudicial à saúde

Reclamar é prejudicial à saúde

Talvez você esteja estranhando o título de hoje. Eu, que falo tanto sobre a gratidão e incito todos a agradecerem, vou falar sobre reclamar para você? Sim, quero te mostrar o outro lado da moeda.

Para iniciarmos esta conversa, preciso informar que reclamar, lamuriar-se da situação, ser pessimista incitam nosso cérebro e nosso corpo à uma situação de estresse, e que esta situação continuamente repetida pode prejudicar o funcionamento de seu corpo.

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O estresse crônico pode causar, entre outras coisas, aumento de cortisol e epinefrina, também chamados de “hormônios do estresse”, produzidos pela glândula pituitária. Esses hormônios desencadeiam uma série de reações no corpo, tais como: aumento da taxa de açúcar no sangue, contração e dor muscular, enxaqueca, aumento da pressão arterial, maior risco de doenças cardiovasculares, dor de estômago, úlceras, diarreia ou constipação intestinal, alterações na produção de testosterona para os homens, alterações no ciclo menstrual da mulher, baixo funcionamento do sistema imunológico, entre outros. E isto não sou eu quem falo: há estudos publicados, como por exemplo o da APA (American Psychological Association), que dão todos os detalhes.

 

Quando reclamar torna-se um hábito?

A Neurociência vem provando cada vez mais o poder da neuroplasticidade, ou capacidade do cérebro de se transformar. Fomos ensinados a pensar que somos somente expectadores e receptores da realidade, enquanto a neurociência vem nos mostrar que podemos interferir sim em como a percebemos e a recebemos. Do mesmo modo que podemos escolher se vamos praticar esportes diariamente ou ficar sentados à frente do computador, podemos escolher se queremos manter o hábito de reclamar ou criar o hábito de agradecer. Me acompanhe.

Quando pensamos o cérebro faz sinapses (ligações entre um neurônio e outro). Elas não são aleatórias: o cérebro cria “caminhos neuronais” para determinados estímulos (dor, raiva, alegria, desagrado, contentamento, por exemplo). Estes “caminhos neuronais” são reforçados pelo uso constante, o que significa que quanto mais você usar aquela “rota”, mais forte ela será em relação às outras. Sei que você pode estar pensando que isto é só teoria, mas não é não. Estudos mostram que ao fazer a sinapse, o estímulo elétrico percorre um espaço vazio (a fenda sináptica) para passar de um neurônio a outro. Pois quando um “caminho neuronal” é repetidamente utilizado, a distância entre um neurônio e outro torna-se menor, para facilitar a sinapse!

Quando reclamar torna-se um hábito?

Quando reclamar torna-se um hábito?

Para fazer uma analogia, é como um atalho que é construído sobre a grama, e quanto mais gente passa por aquele atalho, mais o caminho fica marcado no chão, a ponto de toda a grama desaparecer naquele lugar.

Da mesma forma, o cérebro se altera fisicamente de acordo com os pensamentos/estímulos que usamos com frequência. Sabe aquela frase que eu sempre digo: “a vida te dá mais do mesmo”? O filósofo e cientista Steven Parton disse algo parecido em relação aos neurônios: “sinapses que disparam juntas, se mantém juntas. ”

Ou seja, um neurônio acionado através do ato de reclamar sempre fará sinapse com o mesmo neurônio com que se uniu anteriormente, reforçando esta via neuronal. Na prática, cada vez que você vir uma situação qualquer à sua frente e tiver que emitir uma opinião sobre ela, terá mais chances de reclamar do que de agradecer, pois sua via neuronal do “mimimi” estará fortalecida, e reclamar terá se tornado um hábito.

 

Em Roma, como os romamos: se eles reclamam, reclamamos:

Tenho certeza que você deve ter entre seus conhecidos alguém que, diante de qualquer assunto começa a frase com: “é difícil, muito difícil. ” Este tipo de pessoa consegue fazer do ato de comprar uma pipoca antes do cinema algo extremamente complicado. Viver para ela não é uma aventura, é uma provação. Ela fala que tudo é difícil com tal convicção que quem está escutando concorda imediatamente, e começa a “caçar” mentalmente as dificuldades da própria vida, para confirmar o que a outra pessoa falou.

Pois saiba, este nosso concordar e “entrar na onda” da pessoa chama-se reação em espelho ou empatia. O ser humano tem a capacidade de compreender o sentimento do outro, colocar-se no lugar dele, e isso faz com que o cérebro tente copiar o “caminho neuronal” da outra pessoa, para poder experimentar o que ela descreve emocionalmente. Isto me lembra outro ditado: “quem anda com manco, aprende a mancar”.

Portanto o comportamento de outras pessoas também faz seu cérebro se modificar e fortalecer vias neuronais. O que significa, na prática, que se você anda com pessoas que tem por hábito reclamar da vida, adivinhe?  Você agirá de forma semelhante se não tiver uma autoconsciência ativada. Escolher suas companhias, os ambientes ou grupos que frequenta e o que assiste na televisão já é um bom início para a mudança.

Em Roma, como os romamos: se eles reclamam, reclamamos.

Em Roma, como os romamos: se eles reclamam, reclamamos.

 

Deixar de reclamar não é se alienar:

Quando falo disso em eventos ao vivo algumas pessoas vem me perguntar se elas têm então que se alienarem do que acontece no país e no mundo, ou se afastarem totalmente de amigos e parentes com dificuldades e que sempre reclamam. Veja bem, não estou te sugerindo alienar-se do mundo, fugir das pessoas que estão sofrendo ou nunca mais ver notícias (embora eu mesma não assista os noticiários há mais de 3 anos, para não me contaminar com a forma como a notícia é dada). Estou sugerindo que você participe ativa e conscientemente deste processo, e escolha como vai pensar a respeito, e agir em conformidade com isto.

Victor Frankl, psiquiatra judeu que passou por tormentos inenarráveis nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, formulou isto muito bem quando falou sobre “ a última das liberdades humanas”: quando não se pode controlar completamente a situação e o ambiente, pode-se decidir, dentro de si, como tudo isso vai afetá-lo. Ele usou sua autoconsciência e sua imaginação para transportar-se além daqueles muros enquanto sofria e era humilhado, visualizando-se em situações diversas, dando aulas sobre sua nova teoria a seus alunos, por exemplo. E vamos combinar, se ele conseguiu fazer isso numa situação extrema, acho que nós também podemos, correto?

Portanto estar autoconsciente e não entrar na “onda” de reclamar ou concordar com tudo o que estiver ouvindo é um primeiro passo. O segundo é fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. Como assim? Se você pode aprender com o comportamento alheio e modificar seus caminhos neuronais, também pode ensinar aos que te cercam a ter um comportamento mais positivo e proativo.

Portanto ao encontrar alguém que sofre, não precisa entrar na “energia” de sofrimento da pessoa. Ao contrário, durante o diálogo pode aos poucos mostrar que há pontos pelos quais ela deve agradecer. Ah, Marcia, mas eu mesmo não sei pelo que agradecer, como vou poder ajudar alguém? Posso te dar uma ajudinha, com o artigo que escrevi: 101 motivos para agradecer.

Da mesma forma, podemos e devemos saber a situação de nosso bairro, cidade, país e do mundo, não há problema nisso. Podemos conversar sobre o que acontece, tendo o cuidado de não criar com isto um “muro de lamentações”, analisando a situação por vários ângulos, por exemplo. Usar o senso crítico, a razão, e não apertar o botão automático do “mimimi.” Afinal, se você não pode mudar a situação externa, você pode – e deve – mudar a forma como age em relação a ela, como a encara, alterando positivamente a influência desta em sua vida.

Deixar de reclamar não é se alienar

Deixar de reclamar não é se alienar

 

Seja o que você quer ver no mundo: Criando o hábito da gratidão

Recapitulando o que vimos até aqui, toda ação que é repetida reforça uma via neuronal específica, pois o cérebro se altera fisicamente, diminuindo a distância existente entre os neurônios desta via, facilitando a ocorrência das sinapses.

Também vimos que o hábito de reclamar é ruim duplamente: para nós mesmos, pois ativamos os hormônios do stress (que prejudicam o funcionamento do corpo todo a longo prazo); e para todos os que nos cercam, pois são “contaminados” pelo efeito espelho, propagando as reclamações.

Com isto em mente, e imaginando que quem reclama é porque quer ver um mundo melhor, vou fazer um pedido a você, pois eu também quero esta mudança positiva: me acompanhe num exercício para estimular a gratidão e reforçar sua via neuronal que pode estar “fraquinha”.

Primeiramente vou pedir para você riscar três colunas numa folha de papel. Na primeira coluna, faça uma lista de tudo pelo qual você reclama. Pode ser desde a situação do país, o clima, até a espinha que nasceu no rosto. Não importa. Escreva tudo pelo qual costuma reclamar. Escreveu?

No cabeçalho da segunda coluna escreva: “posso mudar esta situação? ”  Abaixo, para cada reclamação, escreva somente “sim” ou “não”.

No cabeçalho da terceira coluna escreva: “o que farei para mudar isso”. Se tiver respondido “sim” (posso mudar essa situação), escreva aí pelo menos uma atitude ou ação que irá tomar para que a mudança ocorra. Se tiver respondido “não” (posso mudar essa situação), escreva “gratidão por… (E complete com algo positivo na situação pela qual reclamava). ”

Seja o que você quer ver no mundo: Criando o hábito da gratidão

Seja o que você quer ver no mundo: Criando o hábito da gratidão

Quer dois exemplos? Se você escreveu na coluna um “reclamo do dia chuvoso”. Você pode mudar esta situação? “Não”. O que pode ver de positivo aí? “Gratidão por chover e umidificar o ar, além de encher as represas. ”

Agora, se escreveu na coluna um “meu emprego atual”. Você pode mudar esta situação? “Sim. ” O que farei para mudar isso? “Começarei a mandar Currículos para as empresas que quero trabalhar, ou farei um curso “X” que me capacitará sair deste emprego. ”

Agora, a parte mais difícil, pois requer intenção firme! Pegue um calendário, ou sua agenda. Marque o dia de hoje. Conte mais 30 dias. A partir de hoje você pegará esta lista de manhã ao acordar, e agradecerá pelos pontos positivos que encontrou nas coisas que não pode mudar, e agradecerá também pelas mudanças que você estará fazendo naquilo que você pode alterar.

Desta forma você terá uma jornada de 30 dias para fortalecer as vias neuronais da gratidão e acabar de vez com o ato de reclamar! E se quiser conhecer outras formas de estimular a gratidão diariamente, clique aqui.

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Espero que este artigo possa fazer a diferença em sua vida e na de milhares de pessoas, num efeito espelho maravilhoso em todos os ambientes pelos quais você andar!

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